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sábado, 14 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Status, Papéis e Lugar na Sociedade (Sociologia)
As estruturas sofrem mutações através dos tempos, mas permanecem existindo. Como a inter-relação entre aluno e professor, especialmente no âmbito organizacional do Estado moderno. Por exemplo: a maneira como um aluno nativo de uma cultura x interpreta sua cultura é diferente da maneira como um aluno de outra cultura (y) vai interpretar a cultura x.
Do mesmo modo que um professor interpreta de maneira diferenciada essa mesma cultura x, dependendo do nível de instrução que esse professor adquiriu, do local onde esse professor adquiriu o conhecimento sobre essa cultura, passando inclusive pelo que esse professor deve ensinar aos alunos: ou seja, um professor universitário não vai abordar as especificidades da cultura x para alunos de 5ª a 8ª serie, pois a própria sociedade e o Estado convencionaram que esse aluno deve ter um conhecimento mais generalizado, menos específico.
Os papéis desempenhados pelos indivíduos dentro das instituições (formadoras da sociedade) exigem um determinado grau de conhecimento (por exemplo: o nível de conhecimento de um professor tem que ser, obrigatoriamente, maior que o do aluno, mesmo que somente em determinada instância, pois se o nível do aluno for maior ou igual ao do professor a relação professor-aluno se desfaz passando a existir outra que passa a ter denominação própria) e postura (comportamento) que difere de um individuo para o outro, dependendo do status desse individuo, sendo, a postura, inerente ao próprio status. Basicamente: os requisitos mínimos exigidos pelas instituições formadoras da sociedade para que um indivíduo exerça o “papel” de professor universitário diferem dos requisitos mínimos que são exigidos para ocupar, esse mesmo indivíduo, o papel de professor do ensino fundamental.
Por exemplo, um professor interpretaria determinado símbolo da forma que seus recursos permitem; as exigências que foram feitas ao nível de conhecimento desse professor para que ele alcançasse o status de professor dentro de determinada instituição transformam a maneira como ele vê determinado símbolo, dentro do seu próprio raciocínio através do tempo; esse professor vai interpretar determinado símbolo de maneira diferente de quando ocupava o status de aluno; assim como interpretará determinado símbolo de formas diferentes dependendo do status que ocupe em determinado momento do seu dia. Um "símbolo com forte apelo sexual", por exemplo, ele como professor terá a obrigação e não sentirá nenhum pudor em “desnudar” ou expor esse mesmo símbolo perante seus alunos, observando todas as especificidades que forem apropriadas para determinado status de aluno (fundamental, médio ou universitário), mas ao assumir o status de pai, por exemplo, ele pode decidir se deve ou não expor seu filho ao mesmo símbolo.
Um agricultor, que tenha obtido somente o conjunto de exigências básicas inerentes ao papel que desempenhará dentro desse status, pode e vai interpretar o mesmo símbolo de maneira diferente da que o professor, anteriormente citado, o faria. O conjunto de conhecimentos exigidos desse agricultor para que ele exerça esse status na sociedade é diferente do conjunto do professor. Ele vai interpretar o símbolo (explorado anteriormente nesse mesmo texto) da maneira que lhe permitem seus conhecimentos, muito provavelmente ligado mais à praticidade de determinado símbolo, dentro da especificidade da cultura onde ambos se encontram inseridos (ou seja, levando em conta os valores que sua própria cultura atribui ao símbolo em questão). Status diferentes, papéis diferentes, culturas diferentes, interpretações diferentes.
Por exemplo, “uma santa sangrando pelos olhos aparece em um noticiário”: um agricultor procuraria, como explicação, dar mais atenção ao caráter místico do fato prestando menos atenção a um possível caráter científico, devido ao seu próprio conjunto de conhecimentos ser mais limitado pelo próprio status ocupado por ele, sendo um conjunto muito mais ligado à prática. Já um professor ou outro indivíduo que tivesse um status que exigisse um conhecimento mais científico buscaria ou daria mais atenção ao lado científico da reportagem. Tendo que, obviamente, se levar em consideração o local e sua cultura própria, por exemplo, as exigências do papel de “homem do campo” no Brasil, diferem, mesmo que somente em alguns poucos aspectos, das exigências que são feitas ao agricultor de outros lugares.
Como conclusão eu penso que os status desempenhados a nível profissional e pessoal na sociedade influenciam-se mutuamente dentro de um mesmo individuo, ou seja, o individuo não consegue separar completamente um papel do outro. Um professor que desempenha no momento o papel de pai não vai simplesmente deixar o papel de professor de lado, tendo esse papel de pai absorvido algumas características do papel de professor e vice-versa, E ambos sendo influenciados por uma cultura comum com a qual cada um se identifique.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Hegemonias (resumo incompleto)
Inicialmente as lógicas capitalista e territorialista de acumulação de poder eram concorrentes sendo a segunda predominante no sistema europeu. Com o sucesso do capitalismo das cidades-estados italianas o capitalismo foi gradualmente sendo integrado ao territorialismo.
O uso da força em simultaneidade ao exercício da liderança moral é essencial ao estabelecimento de uma hegemonia. O uso somente de força gera dominação. A condução do sistema de estados numa direção desejada é característica da hegemonia, pois ao somente atrair outros estados para a sua via de desenvolvimento (no caso, Holanda), o estado mais forte acaba fortalecendo os outros criando assim condições favoráveis ao aparecimento de um outro estado que esteja mais disposto a tomar a hegemonia. O caos do sistema organizacional demanda ordem e o estado que puder suprir essa demanda pode se tornar hegemônico.
As cidades-estados italianas exerciam seu capitalismo tentando harmonizar com o sistema medieval vigente. A falta de um controle maior sobre os circuitos de comércio fez com que as oligarquias italianas perdessem sua hegemonia econômica para outros países que descobriram rotas alternativas de comércio. A falta de “tato” quanto a identificar questões sociais e a concentração somente na acumulação de capital também contribuíram para essa perda.
Tamanho era o caos (guerras e revoltas contra o Estado) à época do aparecimento da hegemonia holandesa que fez com que o capitalismo se tornasse o sistema mundial em detrimento do sistema de governo medieval. Foi acordado um limite para as hostilidades de modo a proteger o comércio. As Províncias Unidas apoiaram a destruição dos últimos focos de resistência desse sistema, tendo sempre buscado formas de não deixar que os conflitos chegassem a proporções incontroláveis, de modo a não permitir que seu comércio ou finanças fossem abalados, assim conquistando o consentimento moral dos outros estados: proteger o comércio era o interesse comum.
Um controle maior das redes financeiras fez com que a Holanda lucrasse com a competição comercial entre estados. Tão logo se firmou como estado mais forte, a Holanda teve de enfrentar Inglaterra e França, que tentaram incorporar suas redes (comércio e finanças) aos seus domínios. Logo depois a estratégia usada contra as cidades-estados italianas foi utilizada também contra a Holanda: não conseguindo controlá-la diretamente, tentou-se o controle de suas fontes.
A Inglaterra deu um grande passo em direção ao predomínio mundial ao transformar sua desvantagem insular na luta pela hegemonia europeia em vantagem na competição pela hegemonia e economia ainda maior nos custos de proteção. Tendo também ajudado o fato de ter sido organizadora da aliança para o restabelecimento das condições do tratado de Vestfália criado à época da última hegemonia. O que difere uma da outra é que a Grã-Bretanha tomou a liderança dessa aliança, restabeleceu os direitos e depois o modificou a ponto de transformá-lo em outro sistema com menor força dos monarcas (maior “democracia”). A Inglaterra então “ressuscitou” o territorialismo e uniu-o ao capitalismo expandindo-os, ao mesmo tempo, além dos limites anteriores.
O estabelecimento do padrão ouro foi uma tentativa de controle dos meios de pagamentos e concentração destes na Inglaterra. A crise sistêmica da hegemonia inglesa se deu pela competição do imperialismo tardio alemão e gerou os conflitos armados da primeira guerra mundial, e com o encerramento desta surgiu no palco o próximo país a colocar ordem no sistema mundial: os EUA. Essa crise tinha como base a exclusão dos colonos não europeus e das classes europeias não proprietárias, exclusão essa que gerou diversas revoltas sociais.
Com o tamanho cada vez maior dos conflitos e sua dependência direta das indústrias, o proletariado ganhava cada vez mais poder de barganha e de pressão sobre o estado, e assim as revoltas sociais se intensificavam. Esses conflitos pioraram depois da 1ª guerra e culminaram na segunda. Dentre as principais causas da 1ª guerra está a incapacidade da Alemanha em converter sua estrutura militar-industrial em domínio comercial e financeiro.
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