Acho que deveria haver tanto critério para se nomear um profissional ou até mesmo um setor como "responsável" quanto há para se designar o que ele faz (profissional ou setor), ou seja, a sua responsabilidade. Quer dizer: pelo que eu tenho visto a diferença entre a nomenclatura é puramente questão de adjetivação sem a menor relação com a competência. Se vê pessoas utilizando o termo "responsável" e "competente" como um mero sinônimo de encarregado quando o significado dos dois primeiros é muito mais complexo e, na minha opinião, ainda dotado de sentido de mérito. A saber: um setor responsável é aquele que poderia ser considerado como um nível abaixo da honra (conceito inexistente no senso comum do brasileiro). Já o competente é o que provou ser capaz de realizar sua tarefa, a qual foi encarregado. E o encarregado em si sendo o sentido mais básico.
Na minha opinião deveria haver uma rigidez maior na adjetivação: primeiro se encarregaria alguém ou algum setor de alguma tarefa, denominando-o inicialmente "encarregado", após um determinado nível de sucessos no desempenho de tais tarefas, levando-se em consideração os insucessos, ele passaria a ser chamado de "competente". E esse processo de avaliação chegaria ao ápice com a nomenclatura de "responsável" podendo ser rebaixada caso o número de insucessos aumentasse. Parece bobo, mas chamar qualquer um de responsável é um demérito aos verdadeiros responsáveis e engana e toma tempo de qualquer um que venha a utilizar os serviços de uma pessoa ou setor, dito, "responsável" a partir do critério da simples adjetivação pela simples discricionariedade pessoal.