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sábado, 14 de julho de 2012

Meu amor


Admito que às vezes nos desentendemos.
Sim, pois nenhuma relação de amor é perfeita!
Há momentos em que tenho vontade de mudar...
Fazer algo novo, diferente, experimentar.
Nessas horas ela grita e algumas vezes a discussão fica feia.
No fim, ela vence. Não me permite, lembra-me que:
Nunca deixou o meu lado, nem por um segundo.
Sempre confortou-me nos piores momentos.
Fez por mim o que nenhuma outra faria.
Eu estaria sendo infiel a todo o amor e dedicação.
Toda a dedicação ao longo de tantos e tantos anos
Ah! A culpa! Ela me conhece mesmo muito bem.
Meu ponto fraco! E, afinal, ela não pode mentir para mim...
Sei que é tudo verdade. Quem nega sua “salvadora”?
Foram anos, se não felizes, ao menos suportáveis.
E não é uma reclamação, mas, talvez, resignação...
Não me iludo e nem me irrito com suas palavras.
Nem nego. Sei que devo muito a ela.
Nas decepções da vida era para ela que eu sempre voltava.
Ah! Não se engane! Amo-a mais que a mim mesmo!
Não me deixa experimentar nada de "novo".
Sei que é por ciúmes de que a abandone.
Ciúme bobo. Já provei que não posso abandoná-la.
Ela é parte de mim como meu coração ou meu cérebro.
Removê-la seria como cometer suicídio.
Não posso deixá-la e não quero.
Sobre esse tempo em que rompemos...
Eu só quis um pouco mais da vida!
Não gosto de falar disso... Continuava vendo-a todos os dias.
Pode-se dizer que mesmo separados continuávamos ligados...
Um amor que eu tentava negar por uma fantasia...
Não durou muito tempo essa minha aventura.
Logo quis voltar para a tranquilidade e proteção de seus braços.
Tinha medo de ela não me aceitar de volta.
Tinha medo de tê-la perdido, de que nunca reatássemos.
E mesmo reatando, nunca mais sermos os mesmos...
No fim tentamos de novo e com grata surpresa.
Vi-me mais amarrado que nunca aos seus cuidados comigo.
Dedico esse texto mal escrito à Minha Amada.
Monotonia
Ou como a chamo na intimidade de nossa vida.
Meu amor, Rotina

domingo, 8 de julho de 2012

Troféus...


           Troféu é aquilo que você carrega (não, você não anda com ele) com você para exibir e se exibir (por que não? afinal é o simbolo de uma conquista, não?...) para os outros (tudo em função do outro, por que negar... é a nossa natureza... no fundo somos todos "pavões"...).
           Você não olha apaixonadamente um troféu você simplesmente o admira (não pela sua beleza... mas, sim, pela sua representatividade), como Narciso uma vez o fez, embora este o tenha feito de maneira mais sincera, pois admirou verdadeiramente seu próprio reflexo em uma superfície que não poderia ser mais pura, mais simples, tão "sem valor aparente" do que... a água...
       Hoje nossos (sim nossos, pois deles somos DONOS) troféus vem nas mais diferentes cores e tamanhos, alguns tem sabor, já outros são perfumados... Alguns são admirados por serem tão belos como obras de arte (ou algo que as valha a quem não tenha sensibilidade suficiente para apreciá-las...).
           E, vejam só! Alguns até mesmo falam! Não! Não são truques da tecnologia... Um troféu é sempre um troféu, e por seu dono sempre será visto assim. Como o objeto que é. Esses troféus falantes são mais difíceis de serem identificados como simples coisas. Os não possuidores desses objetos dotados de alta subjetividade só tem a "sensibilidade" necessária para vê-los como tal por estarem já a muito tempo e muito profundamente enredados na "teia" social.
            O valor material de um troféu só é exercido quando este é mostrado ao outro. Aí sim! Nós, mordidos pelo ciúme, queremos protegê-lo; chamá-lo de "nosso". Quando não nos vemos cercados de estranhos o nosso valioso troféu volta a se transformar na mais simples das coisas, como a água [...], e é neste momento que conseguimos medir seu valor real. O quanto ele representa para nós quando estamos a sós, não para exibir e se exibir, mas talvez, pela sua capacidade de nos fazer felizes no mais solitário dos momentos.