Admito que às vezes nos desentendemos.
Sim, pois nenhuma relação de amor é perfeita!
Há momentos em que tenho vontade de mudar...
Fazer algo novo, diferente, experimentar.
Nessas horas ela grita e algumas vezes a discussão fica feia.
No fim, ela vence. Não me permite, lembra-me que:
Nunca deixou o meu lado, nem por um segundo.
Sempre confortou-me nos piores momentos.
Fez por mim o que nenhuma outra faria.
Eu estaria sendo infiel a todo o amor e dedicação.
Toda a dedicação ao longo de tantos e tantos anos
Ah! A culpa! Ela me conhece mesmo muito bem.
Meu ponto fraco! E, afinal, ela não pode mentir para mim...
Sei que é tudo verdade. Quem nega sua “salvadora”?
Foram anos, se não felizes, ao menos suportáveis.
E não é uma reclamação, mas, talvez, resignação...
Não me iludo e nem me irrito com suas palavras.
Nem nego. Sei que devo muito a ela.
Nas decepções da vida era para ela que eu sempre voltava.
Ah! Não se engane! Amo-a mais que a mim mesmo!
Não me deixa experimentar nada de "novo".
Sei que é por ciúmes de que a abandone.
Ciúme bobo. Já provei que não posso abandoná-la.
Ela é parte de mim como meu coração ou meu cérebro.
Removê-la seria como cometer suicídio.
Não posso deixá-la e não quero.
Sobre esse tempo em que rompemos...
Eu só quis um pouco mais da vida!
Não gosto de falar disso... Continuava vendo-a todos os dias.
Pode-se dizer que mesmo separados continuávamos ligados...
Um amor que eu tentava negar por uma fantasia...
Não durou muito tempo essa minha aventura.
Logo quis voltar para a tranquilidade e proteção de seus
braços.
Tinha medo de ela não me aceitar de volta.
Tinha medo de tê-la perdido, de que nunca reatássemos.
E mesmo reatando, nunca mais sermos os mesmos...
No fim tentamos de novo e com grata surpresa.
Vi-me mais amarrado que nunca aos seus cuidados comigo.
Dedico esse texto mal escrito à Minha Amada.
Monotonia
Ou como a chamo na intimidade de nossa vida.
Meu amor, Rotina