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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal


Presente de final de ano


      Hoje em dia é muito difícil encontrar alguém que queira dar alguma coisa... Todos só querem receber... E até mesmo o ato de dar algo é um meio e não um fim (dar, pensando em receber alguma coisa e não pensando em ajudar...). Tudo está transformado em mercadoria: quantificado e precificado...

     Até mesmo o tempo que uma pessoa cede à outra (ou a uma causa) é considerado como investimento... Dar pensando em conquistar (amor ou carinho...), dar pensando em conseguir algo em troca (um contato profissional ou prestígio, ou mesmo um bem material qualquer...). Parece que o capitalismo e o consumismo devoraram muitos dos bons valores que nós já tivemos enquanto seres humanos! Ou talvez tenhamos sido nós mesmos que "substituímos" (ou estamos substituindo?) esses valores? Sei lá...

      Não estou dizendo que eu sou o oposto disso, muito pelo contrário... São poucos os presentes e de poucas pessoas que eu consigo aceitar sem me sentir em dívida com a pessoa, com a “culpa” na consciência que só será aplacada quando eu conseguir presentear de volta algo pelo menos no mesmo "valor" do que eu recebi... Afinal, especialmente no final do ano, o ato de presentear tem muito mais sentido de trocar que em qualquer outra época...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Habitual falta de sorte...



Habitual falta de sorte


          Um dia desses joguei na loteria. Durante semanas fiz planos para quando tivesse aquela montanha de dinheiro em minhas mãos.
          O sorteio havia sido no dia seguinte à compra do bilhete, mas tamanha era a euforia com os possíveis destinos e a quantidade de dinheiro do prêmio que não conferi o resultado. Era bom sonhar com as mudanças, mas sempre com um pé na realidade porque mesmo com esperanças de ganhar não mudei minha rotina de vida.
          Dois meses depois fui conferir o bilhete e percebi que mais uma vez não havia ganhado nada. Não me abalei diante disso, talvez por sempre ter sabido que é muito difícil ser premiado.
          A grande "jogada", para mim pelo menos, de se apostar na loteria sempre foi poder sonhar com o prêmio porque a vida não é como a gente quer: entre o sonho e a realidade, existe um anjo mau que resiste ao nosso desejo.

O texto acima é de minha autoria e faz parte de um exercício de Português II da faculdade, foi pedido que fizéssemos uma narrativa que terminasse de certo modo (exatamente a parte sublinhada). O exercício valia 10 , mas eu tirei 7, devido à "falta de criatividade"... Na minha opinião eu achei a narrativa um pouco curta e "dura", mas de modo algum pouco criativa.