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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cultura Egípcia (ação social e coerção social) Sociologia


Cultura egípcia vista pelos ângulos da ação social, coerção social,
e da própria acepção do que seja cultura.

A cultura egípcia antiga presta forte homenagem ao Nilo, pois às suas margens, desde os primórdios da civilização, foi onde o povo se estabeleceu devido à fertilidade que sobrevinha às cheias. Os egípcios, principalmente os de origem mais humilde, ainda são fortemente influenciados pela cultura antiga, como nas artes, em algumas tradições, e algumas crendices populares. Embora alguns elementos da cultura dos egípcios antigos tenham se difundido e influenciado outras culturas, a grande maioria da população de outros países (que sofreram influência egípcia) usam esses elementos sem saber de sua origem.

Qual a diferença entre um nativo egípcio que se veste como norte-americano, consome produtos de origem estadunidense, fala inglês e tem como preferências musicais os ritmos mais consumidos nos EUA; e uma pessoa que nasceu em outro país, mora em outro país, mas se veste como egípcia, fala o idioma árabe, prefere a música e comida típica e tradicional do Egito, talvez sendo até mesmo muçulmana?

O mundo e as sociedades são, a meu ver, desse modo: ninguém está livre de influenciar ou ser influenciado. Por exemplo, as camadas populares do antigo Egito que eram politeístas agora se tornaram a maioria islâmica do país. Os EUA, em sua necessidade de manter a hegemonia mundial, através de consentimento moral pelas outras culturas exportam maciçamente sua cultura e seus valores para diversos outros países com o intuito de aceitação. Portanto a “coerção social” norte-americana está presente no mundo todo e será uma presença constante visto que a expansão cultural é fator primordial para manter-se como líder mundial. O termo utilizado é “coerção social” porque os EUA são comparáveis às elites, pois detêm maior poder militar e econômico e de exportação de cultura que qualquer outro país do mundo. Como exemplo desse ponto de vista tem-se a ajuda financeira norte-americana ao Japão do pós-guerra que junto trouxe uma completa reformulação de valores e costumes japoneses incluindo-se a perda de poder político da família real, e o aumento dos direitos da mulher.

A “ação social” entra como “trabalho de formiguinha” sendo o de fornecer um exemplo de que a cultura de determinado país é valiosa e bonita devendo ser, por isso, preservada. A pessoa pode se vestir e cultivar hábitos de determinada cultura para chamar atenção sobre si e consequentemente sobre a cultura do país. Sempre com o objetivo de difundir, fazer com que as pessoas abram os olhos e se interessem por conhecer ou mesmo com o objetivo maior de não deixar que determinadas tradições sejam perdidas ou substituídas.    

A tradição egípcia é forte, com raízes (bases) profundas, mas que pouco a pouco vai se mesclando à cultura ocidental norte-americana exportada em massa. E não é somente a cultura do Egito que vai sendo “transformada” pela norte-americana; as culturas de muitos outros países sofrem essa, e com essa, influência. O índio no Brasil, por exemplo, salvo alguns poucos, não conhece o mínimo sobre a cultura de seus ancestrais. Mesmo com o trabalho das “formiguinhas” há resistência dentro da própria comunidade indígena às vezes sob o argumento da inutilidade do conhecimento, dos costumes, ou mesmo do idioma na vida prática do dia-a-dia.

A diversidade cultural é a grande riqueza da raça humana, enquanto os que dominam o mundo não se aperceberem disso estamos fadados a empobrecer culturalmente, sobrando para as gerações futuras somente míseros resquícios dessa variedade cultural, expostos em museus. No mundo há espaço suficiente para a convivência intercultural. Para a preservação da diversidade cultural contribuem também os avanços nos estudos humanos pelas ciências sociais que revelam a importância das tradições, e da preservação da própria cultura, mesmo que essa importância seja levada em consideração somente pelos Estados para a formação de uma “identidade nacional”.

Sobre o Egito:

“ Heródoto, o antigo historiador e viajante grego, descreveu uma vez o Egito como sendo “a dádiva do Nilo”, e mesmo antes do nascimento de cristo que viajantes foram atraídos por imagens de pirâmides, da esfinge, da antiga Luxor e do rio Nilo. Os faraós, os Gregos, os Árabes, os Romanos, Turcos e Ingleses, todos eles governaram o Egito, e o moderno é então uma mistura destes legados, das influências do Islã e do séc. XX. Aldeias de tijolos de argila estão ao lado de ruínas faraónicas, rodeados de edifícios de aço, pedra e vidro. Beduínos vivem em tendas de pele de cabra e agricultores lavram a terra com as ferramentas simples dos seus antepassados. Os nativos vestem-se com longos e flutuantes mantos, outros com Levis e Reebocks, e o tráfego na cidade compete com carroças puxadas por burros e cabras. Em lado nenhum são estes contrastes representados de forma tão colorida como no Cairo, uma cidade maciça apinhada de gente e a soar a buzinas de carros e a sirenes vindas dos bairros num chamamento dos fieis para a oração. No entanto, o Egito não é só caos e algazarra, e também um mergulho de sonho de um mergulhador, uma tranquila caravana de camelos pelo deserto ou uma preguiçosa barca a descer o Nilo.

País: Republica Árabe do Egito
Área: 1.001.449 km2
População: 67 milhões
Capital: Cairo
Povo: Berberes, Beduínos Núbios
Língua: Árabe
Religião: 90% Islâmicos, 7% Cristãos
Governo: República
Moeda: Libra Egípcia
Principais indústrias: Petróleo, metais, turismo e agricultura (especialmente algodão)
Principais parceiros econômicos: Estados Unidos, C. E., Japão ”


“  Para a maioria dos Egípcios, a vida e o estilo de vida não mudaram muito durante centenas de anos. O Séc. XX deixou com certeza as suas marcas na forma de refrigerantes, Levis, e televisão. No entanto, para a maioria da população Fellahin (camponeses), as casas continuam a ser as mesmas de sempre. Há uma atitude entre a maioria dos egípcios de que o será, será.
     Permanece uma visão quase fatalista, produto de milhares de anos de peste, fome, invasões e inundações. Para grande parte deles, a vida é ditada pelas mesmas circunstancias que existiam para as gerações anteriores.
     Desde que os primeiros adobes foram colocados na Pirâmide de Unas em Saqarra no séc. XIV a.C., que a pintura faz parte da vida egípcia. Mas foram os Faraós que foram especialmente generosos em adornar os interiores das suas tumbas, com imagens do além e da ressurreição. A pintura contemporânea egípcia foi fortemente influenciada pela cultura ocidental e foi só a partir da Segunda metade do séc. XX que pintores egípcios começaram a romper com estas influências. Entres os artistas contemporâneos mais conhecidos encontram-se Gazba Serri, Inji Eflatoun, Abdel Wahab Morsi e Wahib Nasser.
     A musica popular no Egito, significava até á pouco tempo, a voz única de Om Kolthum, “ a mãe do Egito “. Morreu em 1975 mas a sua música e a sua lenda sobreviveram. Baseadas em operetas e poesia as suas canções são as mais conhecidas para os ouvintes ocidentais.
     Outros notáveis foram Abdel Halim al-Hafez e Mohammed Abd el-Wahaab.
     Elementos da musica pop ocidental, estão gradualmente a ser integrados na música egípcia contemporânea e como expoentes de um novo estilo estão Iheb Tawfik, Mohammed Fouad e Hakim.
     Apesar do Egito ser famoso pela “dança do ventre”, o movimento ondulante do corpo é encarado geralmente como vulgar e promíscuo. Grande parte das bailarinas da dança do ventre que se encontram nas estâncias turísticas são na realidade europeias ou norte americanas, pois para uma mulher Árabe, é considerado impróprio um comportamento tão provocante.
     As bailarinas Árabes, tal como Fifi Abdou, têm que ter guarda costas para as protegerem dos islâmicos mais radicais. No entanto, nas grandes reuniões de família - casamentos ou festas privadas - dançar é por vezes parte dos divertimentos.
     Em 1988, Naguib Mahfouz recebeu o prémio Nobel da literatura pelo livre ”A Trilogia do Cairo”. Mahfouz tem mais de quarenta livros e guiões editados com o seu nome. O seu livro de 1956 “Crianças do Beco” , continua a ser banida no Egipto, e muitos encaram-na como uma blasfémia ( em 1995 foi realizado um atentado ao autor de 83 anos e pensa-se que o livro tenha sido a principal causa). Outros grandes autores são Tawfiq al- Hakim, Yahya Haqqi e Yusuf Idris . A seguir a Mohfouz, será provavelmente Nawal el- Saadawi a autora mais conhecida do Egito sendo no entanto mais respeitada no estrangeiro. 

Fonte: Salt Lake Tours              http://www.saltlake.com.br/INFO%20GERAL/Egito_cultura.htm

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