Troféu é aquilo que você carrega (não, você não anda com ele) com você para exibir e se exibir (por que não? afinal é o simbolo de uma conquista, não?...) para os outros (tudo em função do outro, por que negar... é a nossa natureza... no fundo somos todos "pavões"...).
Você não olha apaixonadamente um troféu você simplesmente o admira (não pela sua beleza... mas, sim, pela sua representatividade), como Narciso uma vez o fez, embora este o tenha feito de maneira mais sincera, pois admirou verdadeiramente seu próprio reflexo em uma superfície que não poderia ser mais pura, mais simples, tão "sem valor aparente" do que... a água...
Hoje nossos (sim nossos, pois deles somos DONOS) troféus vem nas mais diferentes cores e tamanhos, alguns tem sabor, já outros são perfumados... Alguns são admirados por serem tão belos como obras de arte (ou algo que as valha a quem não tenha sensibilidade suficiente para apreciá-las...).
E, vejam só! Alguns até mesmo falam! Não! Não são truques da tecnologia... Um troféu é sempre um troféu, e por seu dono sempre será visto assim. Como o objeto que é. Esses troféus falantes são mais difíceis de serem identificados como simples coisas. Os não possuidores desses objetos dotados de alta subjetividade só tem a "sensibilidade" necessária para vê-los como tal por estarem já a muito tempo e muito profundamente enredados na "teia" social.
O valor material de um troféu só é exercido quando este é mostrado ao outro. Aí sim! Nós, mordidos pelo ciúme, queremos protegê-lo; chamá-lo de "nosso". Quando não nos vemos cercados de estranhos o nosso valioso troféu volta a se transformar na mais simples das coisas, como a água [...], e é neste momento que conseguimos medir seu valor real. O quanto ele representa para nós quando estamos a sós, não para exibir e se exibir, mas talvez, pela sua capacidade de nos fazer felizes no mais solitário dos momentos.
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